"A gente tem essa mania de querer tentar consertar o outro.
A gente quer que o egoísta seja grato; que o ausente seja presente.
Só que isso é lutar contra a realidade.
E o resultado, acredite, é a sua própria exaustão.
O sofrimento não vem do jeito da outra pessoa.
Ele vem do lugar que você deu a ela na sua vida.
Ou seja, o problema nunca foi o outro, foi o nível de acesso que você permitiu.
Aceitar quem o outro é, sem tentar mudar ninguém, é um ato de inteligência.
É parar de esperar que alguém te transborde quando essa pessoa mal consegue se preencher sozinha.
Entenda uma coisa, por favor:
Tem gente que é ótima para tomar um café, mas péssima para ouvir seus sonhos.
Tem gente que é família, mas às vezes precisa estar lá na prateleira da distância pela tua saúde mental.
Mas também tem aquelas pessoas raras, que merecem um lugar na prateleira de destaque.
Organizar essas prateleiras não é falta de amor, é o limite que você dá para proteger a sua paz e a sua energia.
E tá tudo bem.
Temos que parar de achar que se priorizar é ruim.
Na verdade, você até ajuda o outro, afinal, você para de cobrar dele algo que ele não tem a oferecer.
E a relação fica mais leve, porque finalmente a expectativa está no lugar certo.
Mudar alguém de prateleira dói no início, mas aceitar o lugar errado é o que impede você de viver um lugar de honra.”
-Nanny Faggiano-

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