Sois belas, mas vazias.
Não se pode morrer por vós.
Minha rosa, sem dúvida
um transeunte qualquer
pensaria que se parece convosco.
Ela sozinha é, porém mais importante
que vós todas,
pois foi a ela que eu reguei.
Foi a ela que pus a redoma.
Foi a ela que abriguei com o para-vento.
Foi dela que eu matei as larvas.
Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se,
ou mesmo calar-se algumas vezes.
É a minha rosa.
-Antoine de Saint-Exupéry-


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